9/Ago/2008

"Um ano depois..."

Ela pensou que era desta, tomando como certo um futuro ainda incerto e carregado de dúbias certezas e fracas convicções. Foi ali onde ela criou um mundo que considerava seguro, onde se pudesse refugiar de cada vez que se sentisse perdida, onde se pudesse aconchegar sempre que fosse preciso, onde cada lágrima e cada lamentação momentânea eram surpreendidas por uma brisa apaziguadora, onde um olhar magoado e triste se transformava num outro mais forte e susceptível a novas alegrias e onde o desespero, como por magia, tornava-se numa esperança nunca antes tangível...

Deixou-se ficar ali durante um ano inteiro. Acreditou na hipótese de ser feliz com ele porque, para além de sentir que o amava cada vez mais, devido ao facto dele se mostrar uma pessoa impressionantemente perfeita, também sentia que era bom assentar com ele porque ia sentir orgulho em apresenta-lo, pela primeira vez em toda a sua vida, a todas as pessoas que conhecia, como aos amigos e, principalmente aos pais e a família nuclear. Sim, orgulho é a palavra mais correcta para designar o que ela sentia em relação a ele, o orgulho e o amor eram a base fundamental desta “pseudo” relação que criou.

Aposto que, de todas as vezes que ela o recorda, recorda-o com um sorriso enorme e com a esperança de um dia, voltar a poder viver outro amor assim. Não o mesmo, porque seria sadismo, mas sim outro com características parecidas mas homogéneas. Foi um amor gratificante e, acima de tudo, foi algo entusiasticamente bom. Vê-se nela a satisfação de ter partilhado este ano com ele, nota-se em cada expressão facial e também na voz trémula e doce, de cada vez que fala dele. Enfim, nada foi assumido entre os dois, mas bem lá no fundo ela já o considerava um namorado porque, de certa forma, a sua vida, já era toda delineada a pensar nele, pois antes de tomar uma decisão punha-se sempre a pensar se seria bom, não só para ela mas para os dois. Agora, depois da ruptura, vejo-a muitas vezes a cometer o erro de ainda pensar assim, contudo depois a consciência recorda-lhe o facto de que as decisões já não dependem de duas pessoas, mas sim só de uma e que essa pessoa é ela e mais ninguém. Ela, à primeira vista, posso dizer que, reage de uma forma saudável, porque tudo nela transborda uma harmonia inimaginável, mas quem sabe o que lhe vai dentro da alma...

Um dia destes conto-vos o fim deste sentimento. Assim, quando ela me disser que já morreu...

P.S.:

Cliquem no título do texto e vejam a música que acompanhou o desenvolvimento deste texto.

25/Jul/2008

"Madrugada tempestuosa"

Rio de Mouro, 24 de Julho de 2008

Querido CORAÇÃO:

Eu sei que neste momento te encontras arrasado, sem saber o que fazer e sem saber o que sentir. Sei que não aguentas a dor e o vazio que se instalaram dentro de ti, sei que darias tudo por mais um dia a viver na esperança de teres aquilo que mais amas e, que neste preciso instante só tens uma vontade, a vontade de parar de bater… Eu conheço-te, já convivo contigo há 19 anos e conheço cada batida, cada expressão, cada sensação e cada aperto que lhe dás, reconheço o teu bombear suave e também o grosseiro, conheço todas as peculiaridades que te caracterizam…


Contudo, apesar de te conhecer muito bem, não consigo compreender o teu estado actual. Porque estás tão diferente? Bates tão vagarosamente, não transmites qualquer sensação e nem sequer te dás ao trabalho de lhe dar um aperto! Sinto-te fatigado, sem vontade de continuar a caminhada comigo e com ela…


Muito sinceramente também estou cansada de tudo o que me fazes passar. Porque tu, para ela, acarretas um significado muito maior. Aquilo que tu a fazes sentir é muito mais forte que àquilo que eu a faço pensar, pois, de todas as vezes que ela se sentiu indecisa, insegura e fraca, passou dias, meses e até anos a utilizar-me para tentar chegar a uma decisão mais ponderada, porém, no fim de tudo, seguia as tuas batidas e, acabava sempre por entregar toda a sua alma aos projectos de vida que a faziam sonhar.


Oh Coração! Não podes simplesmente desistir agora só porque voltaste a errar. Eu sei que esta queda foi enorme e que mal consegues respirar… Tudo porque ele conseguiu, num ápice, tirar-te todo o ar que te fazia bater feliz, tudo porque ele te fez acreditar em algo que nem ele sabia se iria resultar. Para ser franca eu também me deixei enganar, acreditei em tudo o que ele transmitia, nos olhares, nas palavras, nos toques, nas expressões, também contribui para o estado da rapariga e, posso-te garantir que foi a primeira vez que me deixei embustear inteiramente, pois, o coração dele conseguiu pôr-nos cegos! Mas não a podemos abandonar porque ela, agora mais do que nunca, precisa de nós para seguir em frente.


Enche-te de utopias e idealismos tal e qual como antes, faz com que os sonhos renasçam e contribui para o reaparecimento de um novo sorriso nela!


Sei que precisas de espaço para descansares e restabeleceres as energias, para me ajudares a pôr as ideias em ordem, para definires o que realmente sentes e, principalmente, para que juntos, nos próximos tempos, trabalhemos com o objectivo de lhe dar força e coragem para continuar a sua vida de uma forma saudável, como nos velhos tempos.



Sara rapidamente as feridas, volta a ser o que eras e juntos seremos novamente a harmonia perfeita em prol dela.





Perdida em pensamentos
da tua querida e companheira de vida
" a CONSCIÊNCIA."

15/Jul/2008

"Foram ditas Promessas ao vento, mas tudo não passou de um momento..."

Que monotonia tão ensurdecedora
Que vida tão apaziguante
Mesmo hoje depois daquelas palavras
Senti que estáva tudo como era antes...
Eu para aqui,
Tu para lá...
Tanta merda pelo meio
Mais aquele tão enorme anseio
De querer acabar
Algo que nunca começou
Nem nunca ira começar...
Está tudo na mesma,
Só a saudade e o sentido de obrigação
Decidiram desaparecer,
E deram lugar a um caminho novo,
De encontro a um novo mundo
Onde eu nao existo para ti
Como tu não existes para mim...
E foi assim
O fim de uma quase tão bela história de...
Alguém que arriscou tudo
E perdeu metade do seu coração...

4/Jul/2008

"Nostalgia eterna..."

Já é de noite e, novamente me deixei levar pela tentação de te recordar, deixei-me levar pelos sonhos que criei através da minha imaginação; sim, aqueles sonhos que são tão só meus, que por breves momentos me fazem sorrir e me dão uma leve sensação de felicidade tão real... A minha consciência sabe que não passam de imagens fictícias, sabe que tudo não passa de uma pequena mentira tão deliciosamente sentida, no entanto, o meu coração, os meus sentimentos, desejam e anseiam esta mistificação misteriosa de vontades e expressões vividas de uma forma tão intensa nestes meus sonhos.
Já não vivo sem eles, já não vivo sem poder, em escassos segundos, fechar os olhos e ver todo o teu ser desdobrar-se no meu pensamento, sentir na minha frágil alma aquele espasmo de prazer quando te sinto aqui tão perto de mim, mesmo que saiba que depois de abri-los, depois de abrir os meus olhos, sairei magoada e sentirei um vazio enorme a apoderar-se do meu interior fraco e detestável, sentirei que a minha existência é inútil e sem fundamento prestável. Por mais que eu queira, por mais que me esforce tu não me sais do pensamento. Já tentei por várias vezes arrancar-te do meu coração, aliás, já tentei mesmo arrancar o meu próprio coração com todo o conjunto de sentimentos, emoções e impressões que se despertam por ti, mas, infelizmente não consegui... Não consegui porque é mais forte que eu esta vontade enorme de te poder amar sem barreiras e alcançar fronteiras dando origem ao trilho de encontro a felicidade eterna... Porque quero-te aqui, perto de mim para todo o sempre...!

"You bring me up when i'm feeling down!"





Aqui já anoitece
O dia passou a correr
Sinto a necessidade de voltar atrás,
Sinto a necessidade de reviver
Todo aquele momento...

Aquele instante quase eterno,
Aquele segundo em torno do infinito
Que tornou dúbido as minhas certezas,
Pondo-me a decifrar a realidade e o mito.


Penso nas batidas da vida
Recorro às lembranças inconvenientes,
Adiciono Sonhos à medida
E caiu num precipício
De desejos e anseios quanto basta ausentes!


Vagueio entre a mentira e a verdade
Tentanto saciar a vontade de viver
Mas quando dou por mim só vejo uma saída,
A de tentar te esquecer...

27/Mai/2008

"Quem não está para isso sou eu!"

Now it's time do go
And it's over now
Go on and think about...

13/Mai/2008

CORAGEM!

Já passaram 11 anos, mas tudo o que senti naquele dia permanece em mim como se fosse hoje...

Lembro-me perfeitamente de como ele olhava para mim, mesmo antes da morte dos meus pais naquele acidente de viação, onde eu fui a única sobrevivente... Sinceramente, naquela altura, apesar de ter perdido as pessoas mais importantes da minha vida, considerava-me uma sortuda. Foi mesmo um milagre ter sobrevivido e ainda por cima sem grandes fracturas nem graves ferimentos. Mas hoje não sei se foi sorte ou só a pior coisa que me poderia ter acontecido...
Tinha 9 anos quando a segurança social me entregou aos meus tios. Eles encontravam-se numa péssima fase da relação, pois todas as noites, ouvia a minha tia a suplicar-lhe que parasse de bater nela. Ele, desempregado e viciado em álcool, quando chegava de madrugada, espancava a minha tia da pior maneira possível e feria-a verbalmente com insultos nojentos e impetuosos.

De manhã, enquanto me preparava para a escola, via-a a tentar esconder as nódoas negras que se encontravam por todo o seu corpo. Ela, sempre com um sorriso dava-me os bons dias, um beijo terno na testa, preparava me o pequeno-almoço e vestia-se para me por na escola.
Lá, ficava o dia todo a pensar no que se passava em casa principalmente, na forma como sempre ele olhara para mim. Depois quando voltava para casa, encontrava-a sempre vazia porque ele, estava no sítio habitual a beber e a minha tia ainda se encontrava a trabalhar. Ficava assim durante 4 horas, a escutar o murmúrio das paredes silenciosas ao mesmo tempo que as súplicas da minha tia se imortalizavam no meu pensamento. Era assim o meu dia a dia após a morte dos meus pais, até que um dia... Sim esse dia mudou a minha vida por completo...Ainda me lembro do que trazia vestido, de como tinha o cabelo, dos sapatos que trazia, do cheiro da casa, de como as janelas se encontravam sujas, do calor horripilante que me atormentava, do seu respirar ofegante que me incomodava tão perto da minha face, de quantas lágrimas deslizaram pelo meu rosto e até me lembro da estranha sensação de fraqueza e repugnância que sentia...

Entrei em casa à hora do costume pensando encontrar as paredes silenciosas a murmurar. No entanto, em vez disso, vi-o bêbado encostado na parede do corredor. Fitou-me de uma forma estranha, sorriu maliciosamente e num tom sinistro chamou-me. Eu balbucio um “boa tarde” e corro para o quarto atemorizada. Fecho a porta e pressiono-a, pois não tinha a chave para tranca-la. Ao escutar os seus passos apercebo-me de que se aproximava da minha porta. A maçaneta move-se e a porta é empurrada, o meu corpo frágil e delicado deixa-se ser empurrado e a porta abre-se.
Assustada dou dois a três passos para trás, ele num esticar de braço agarra-me com força, puxa-me para a cama e... e a partir desse dia deixei de ser a mesma...

Ainda hoje sinto a sua saliva a percorrer-me o pescoço, os seus dedos sujos a passarem pelo meu corpo e pela zona mais íntima dele, ainda sinto a sua língua tentando penetrar a minha boca e o seu suor a pingar sobre o meu rosto...Foram 2 anos a viver esse pesadelo, pois sofria em silêncio com as paredes e todos os dias tinha que aguentar com aquele corpo pesado e sebento debruçado sobre o meu.

Nunca contei isto a ninguém, mas conto-o hoje porque sei que poderá abrir os olhos a muita gente.

Conto-o para que salvem crianças que sofrem com a monstruosidade dos adultos...

BASTA UM TELEFONEMA...

"Amo-te só no meu silêncio, num só pedacinho de mim..."

Não percebo nem metade das coisas que ele diz ou do que ele faz, mas percebo o que ele sente porque, apesar dos seus lábios ficarem completamente apáticos no ponto alto do momento, os seus olhos não mentem. Mas "ela" não percebe ou, simplesmente não quer perceber...


Por vários instantes observei todo o teu ser, memorizando a tua inteira perfeição no mais amplo desejo de te ter. Observei meticulosamente o teu bocejar, o teu dom de sorrir verdadeiramente, o teu mais expressivo olhar, as flutuações de palavras proferidas, o franzir da tua testa de cada vez arregalavas os olhos, o esticar do teu queixo quando por mero acaso fazias aquela coisa estranha com a tua deliciosa boca, a tua fraqueza nos momentos em que estavas com “ela”…

Fazias-me voar em pensamento, fazias-me sentir um turbilhão de emoções inesperadamente desesperantes cujo sabor era delicadamente benigno de sentir e saciava os meus maiores anseios. Eu adorava sentir o que sentia porque bem lá no meu fundo, sabia que era só isso que poderia ter de ti, e a mim só me bastava saber que eras tu que me fazias sentir aquilo e tudo estava bem… Tudo estava mesmo bem…

Daria tudo para ser “ela”, para te poder abraçar e amar-te uma só vez da forma como intento… Queria poder estar no teu pensamento, dentro dos teus sonhos e no teu olhar, mas só te posso amar no meu silêncio, num só pedacinho de mim…

6/Mai/2008

I´M SO IN LOVE...


Sim, eu de facto gosto dele, mas será que ele gosta de mim tanto como eu?

Quero muito mais...



Enfim...




29/Abr/2008

Reencontro Inesperado...

Hoje sinto que cada pedaço de mim quer voltar atrás no tempo, quer sentir e reviver todos os momentos em que pela primeira vez sentiu aquele arrepio extremamente forte que percorreu cada traço da minha alma. Foi de uma forma tão peculiar que se tornou inesquecível e dificil de voltar a senti-lo porque só se sente uma vez na vida, porque nunca ninguem significará o mesmo que tu significaste para mim, porque ainda hoje, quando penso em ti, sinto que ainda paira no ar aquele aroma tão característico dos momentos em que passei contigo, porque tornaste-te numa pessoa tão imprescídivel na caixa das minhas memórias, porque de vez em quando, ao fechar os olhos, recordo-me de tudo mas, mesmo de tudo, até dos mais pequenos promenores...

Tu fazias-me transbordar de emoções exageradamente sentidas pois, naquela altura, cada sorriso bocejado, cada lágrima derramada, cada palavra proferida, cada gesto feito, cada olhar trasmitido, cada beijo e abraço dado contribuíam para a minha felicidade tão verdadeiramente sentida... Apesar de ter passado muitos maus momentos contigo e por ter realmente sofrido, sim porque por ti senti que sofri mesmo, não considero o que tivemos um erro porque foram tantos os momentos bons que passamos. E foste tão importante para mim...



Ontem quando te vi aqui, senti o meu coração apertado. Quase que a sufocar. O mais estranho foi a forma como falaste comigo porque senti o mesmo que há 7 anos atrás. Senti que apesar de já não te amar daquela forma tão forte as tuas palavras, o teu olhares, o teu sorriso, os teus gestos, ainda me fazem suspirar de tanta felicidade...



Acabei de suspirar e de sorrir outra vez... E senti-me novamente tão feliz...



Não quero nunca perder esta sensação.



Fazes-me bem.



[ . . . ]




28/Abr/2008

A ARTE DE SORRIR!!!


"Quero sorrir porque mereço..."


22/Abr/2008

Bether in time - LEONA LEWIS

It's been the longest winter without you
I didn't know where to turn to
See somehow I can't forget you
After all that we've been through

Going
Coming
Thought I heard a knock (Whose there, Noone?)
Thinking that (I deserve it)
Now I have realised
That I really didn't knooOooOw

If you didn't notice
You mean everything (quickly I'm learning)
To love again (all I know is)
I'm be oooOook

(Chorus)

Thought I couldn't live without you
It's going to hurt when it heals too
Oh yeaah (It'll All get better in time)
Even though I really love you
I'm gonna smile because I deserve too
Oooh (It'll all get better in time)

(Verse)

I could of turned on the TV
Without something that would remind me
Was it all that easy?
To just put us out your feeling

If i'm dreamin
Don't want to let it (hurt my feelings)
But that's the past (i believe it)
And I know that, time will heal it

If you didn't notice
Well you mean everything (quickly i'm learning)
Oooh turn up again (All I know is)
I'm be ok

(Chorus)

Thought I couldn't live without you
It's gonna hurt when it heals too
Oooh yeah (It'll all get better in time)
Even though I really love you
I'm gonna smile because I deserve too oooooh(It'll all get better in time)

(Bridge)

Since there's no more you and me (No more you and me)
This time I let you go so I can be free
And Live my life how it should be(No No No No No No)
No matter how hard it isI will be fine without you
Yes I Will

(Chorus)

Thought I couldn't live without you
It's gonna hurt when it heals too
Oooh (It'll all get better in time)
Even though I really loved you
I'm gonna smile cos I deserve too yes I do (It'll all get better in time)

Thought I couldn't live without you
It's gonna hurt when it heals too yeaaaah
Ooooh oooooh (It'll all get better in time)
Even though I really loved you
Going to smile cos I deserve too Ooooooh (It'll all get better....)

8/Abr/2008

[ . . . ]

Já passam das 5 horas da manhã. Não consigo durmir. Sinto-me perdida no mar de pensamentos agoniantes que se instalaram na minha cabeça. Fechei os olhos devagar na esperança de acalmar a dor que consome a minha tão ingénua e frágil alma, mas de nada me serviu. Sinto-me a sufocar dentro do amor mais profundo e sentido que alguma vez tive, sinto que a coisa mais bela que trago dentro de mim aos poucos me foi cegando e tranformou-me numa pessoa egoísta.

Não gosto nada desta sensação, não gosto do facto de viver com inseguranças desmedidas, de passar dias inteiros a pensar na pessoa que mais quero no mundo e depois acabar agarrada na almofada com os olhos inchados, húmidos e vermelhos, com grandes dificuldades em respirar e com uma vontade tremenda de desaparecer!

Hoje, um vazio enorme apoderou-se de mim porque hoje, dia 8 de Abril de 2008 perdi-o. Quer dizer, como posso ter perdido uma coisa que nunca tive? Expressei-me mal, o que queria realmente dizer era que hoje, tudo mudou. Não o que eu sinto por ele, porque isso está muito longe de mudar, mas sim toda a situação que envolve este sentimento tão real e sentido.

Está a custar-me tanto escrever... Nem tenho forças para agarrar no lápis...

Sou tão idiota, mais uma vez cometi o erro de me apaixonar...

Porquê é que sou assim tão sensível e sentimentalista??

Porquê é que não consego ser como tantas outras?? De curtir e viver bohémiamente a minha juventudo sem sentimentalismos exagerados, sem sentimentos...

Porquê é que eu não sou capaz de fazer o que elas fazem??

Porquê é que tenho que gostar realmente da pessoa para a beijar??

Porquê é que não consigo ser imparcial aos sentimentos?!!!!

Aquela pessoa significa tanto para mim. Nunca fui capaz de lhe mostrar o quão é importante para mim porque tinha medo disto que está a acontecer agora... Pensei que ao não mostrar, se isto um dia acabasse, eu conseguiria dar a volta por cima mais fácilmente... Mas enganei-me... Talvez até me sinta pior por nunca o ter mostrado...

Lembro me premonorizadamente de cada momento que passei com ele... Lembro-me do primeiro dia em que o conheci no Cais-do-Sodré, da camisa vermelha e do seu olhar tímido por detrás das lentes dos óculos... Lembro-me do nervosinho que percorria as minhas pernas e das cólicas na minha barriga... Lembro-me do primeiro sorriso dele comigo, da primeira vez que me tocou na mão, do primeiro beijo, da primeira vez que disse "gosto de ti"... Lembro-me de tudo como se fosse hoje...

Adoro-o tanto que mal consigo pensar agora que estou nesta situação. E é por o adorar tanto que quero que ele seja a pessoa mais feliz do mundo, e é por adora-lo com todo o meu coração que desejo do fundo da minha alma, o seu bem.

Mas a felicidade dele não é ao meu lado por apenas eu gostar dele, mas sim ao lado da pessoa que lhe fará perder a respiração só de pensar nela... Ele só será feliz ao lado da pessoa que amar realmente em todos os momentos e de todas as maneira com todos os defeitos e todas as virtudes... Tenho sido uma egoíta de todo o tamanho, mas chegou a altura de abrir os olhos e deixa-lo seguir o seu caminho...


VOU ADORA-LO SEMPRE!
Mas só serei feliz se ele também o for...
E eu sei que comigo não o conseguirás ser pelo simples facto de nunca estarmos bem um com o outro...
SEMPRE TUA EM PENSAMENTO...

6/Abr/2008

O que eu não queria...

Hoje senti as tuas palavras pesadas, senti que cada letra carregava uma certa dureza desmedida e fria que me magoava profundamente, mas como sempre, perdi-me no silêncio da mágua que me atormenta a vontade de viver, que me corroe cada pedaço do meu ser e que agonia o meu peito de uma forma tão sufocante...


De um momento para o outro, senti que o "mistério encantado que pousava entre as nossas vidas" fora envenenado por mim. Senti uma vontade tremenda de chorar e de apagar aquele momento da minha vida para sempre. Sim, foi o maior erro da minha vida, sei que fiz uma "merda" muito grande e arrependo-me com todas as minhas forças, pois se o arrependimento matasse eu não estaria aqui a escrever este desabafo medíocre e imprestável. Tenho a perfeita consciência de que estar a escrever isto não me serve de nada, somente para tentar apaziguar a dor que se instalou aqui, bem dentro de mim, no amago da minha miserável vida. Mas sabem, o pior é que não apazigua nada, e eu sei que não me vai acalmar nada, mas esta é a única forma de eu me expressar por palavras o que realmente sinto.


Aquela mensagem dele fez-me perceber que mudou muita coisa. Que depois de eu lhe ter contado "a maior merda que fiz", ele mudou e que nada vai ser igual. Teve os seus apsectos positivos, mas com o passar dos dias apercebo-me de que os aspectos negativos estão em maoria e isso deixa-me tão triste e revoltada comigo mesma. Não gostei da forma como ele escreveu na mensagem porque me fez sentir a pior pessoa do mundo. A pessoa mais rasca e reles à face da terra. Senti-me julgada por ele... e era o que eu não queria sentir de todo...

18/Mar/2008

Perdida. . .


Mais uma vez ela volta a cometer o mesmo erro de sempre, o de ficar confusamente perdida entre duas coisas infinitamente distintas mas ao mesmo tempo tão iguais. Parada em frente ao monitor do seu PC, põe-se a escrever sobre o que se passa com ela, mas torna-se cada vez mais difícil descrever o que realmente sente. À medida que os seus dedos delicadamente se dispõe a percorrer o seu teclado velho e rasco, o seu coração palpita de uma forma estranhamente fora do normal e ela questiona-se: "Mas porquê?"Indignada consigo própria, os seus olhos castanhos, sombrios, tristes e cansados de tanto sofrer, recaem sobre o chão e ficam ali fixados. Enquanto isso, o seu pensamento muito devagar recua no tempo e põe-se a lembrar de vários momentos peculiares e marcantes da sua vida.Recordou a sua primeira casa em Portugal, uma pensão a cair aos bocados onde a vizinhança era toda refugiada, tal como ela e a sua família. Lembrou-se dos Natais pobres mas incumensuravelmente felizes passados naquela casa de paredes pintadas de branco muito sujo, rodeada de pessoas que a amavam e que faziam de tudo para que ela sentisse bem. Ainda em pequena, ela não dava valor àqueles momentos tão profundos e sentimentais passados com a família, mas agora daria tudo para voltar a vivê-los e poder aproveitar cada segundo da melhor maneira possível. Esmioçou um sorriso quando a "barbie" que recebeu nesse mesmo Natal lhe apareceu no pensamento. As "barbies" eram muito caras, mas os pais com algum esforço lá lhe conseguiram oferecer uma. Foi a primeira e a única, mas com um valor sentimental estrondosamente forte. Depois veio-lhe à memória a pizzas que a mãe fazia, aquelas pizzas tão boas que lhe eram tão deliciosamente saborosas. Espera, espera... E aqueles bolos quentes saídos do forno quando alguém lá de casa fazia anos! Hum... Vejo que ela ainda consegue sentir o cheiro a estranhar-se nas suas narinas porque a sua expressão facial é de uma extrema satisfação. Voltou aos seus 5 anos e reviveu o seu primeiro dia de escola-infância. A imagem montou-se na sua cabeça como um punzzle muito frangmentado mas aos poucos viu-a com clareza. A mãe vestia-lhe a bata, uma bata com um padrão axedrezado em tons de vermelho e branco, depois arregaçou-lhe as mangas e disse: "Porta-te bem." Ela trazia vestido uma saia verde e umas collants brancas, no cabelo preto e comprido, uma fita fora posta para que lhe puxa-se a franja para tráz. Deu a mão à mãe e saiu de casa. Já fora, viu a estrada que sempre vira da varanda do quarto dos pais e, deixou-se levar. Lembrou-se de ter subido uma rampa de areia e de ver uma senhora à porta da escola-infância, vestida com a mesma bata que ela, à espera da chegada dos seus colegas... O seu olhar, num pequeno instante se deviou para a mesa de estudo que se encontrava no fundo da sala e um suspiro ecoou pela sala vazia e fria. Esboçou outro sorriso e pensou que já fora feliz, mesmo não tendo consciencia de ter saboreado essa sensação. Levantou e deitou-se no pequeno sofá azul e castanho oferecido pelo tio Ernesto no dia 12 de Janeiro do ano passado. Fexou os olhos e voltou a entrar na nostalgia que a preseguia desde então. Desta vez, a sua mente levou-a para a sua adolescência onde tudo à sua volta a fazia rir sem um único motivo coerente e válido para aquela expressão ter estado tantas vezes preso ao seu rosto tão frágil e inocente. Sim, ela sorria muito e todas as vezes sorria por nada. Sorria porque toda a gente sorria, sorria porque era o que as crianças faziam, sorria porque não podia chorar e mostrar a sua fraqueza inata e desmedida que lhe era característico, sorria porque sempre lhe disseram que a melhor arma para a infelicidade era a felicidade disfarçada... Depois, pôs-se a lembrar da sua infindável paixão por aquele ser dotado de uma incoêrencia desnaturada e fora do normal. Por quem sofreu e derramou quase um oceano de lágrimas dolorosas e pronfundamente sentidas. Naquela altura, tudo lhe era indefenido, era uma miuda exageradamente sonhadora e isso custou-lhe caro. Digo isto porque sei o que ela sofreu por tanto sonho desfeito e estragado. Mas por 6 longos anos, continuou a sonhar e a desejar aquele rapaz com todo o seu coração e com toda a sua alma. Por mais que ele lhe fizesse mal, ela simplesmente era incapaz de deixar de ama-lo. Na sua memória destacou-se a frase que sempre a acompanhara nesta altura da sua vida: "Esta sensação é como o vento, não se vê nem se explica, apenas sente-se.". Abriu os olhos e fixou o olhar no tecto de uma forma inexplicavelmente perdida, agarrou no seu peito angustiantemente e murmurou baixinho: "O que se passa comigo?" e num instante o seu rosto ficou lavado em lágrimas. Ela não queria voltar a passar por aquilo tudo de novo, voltar a ter que disfarçar a felicidade, voltar a ter que rir quando lhe apetecesse chorar... Ela sabe que nunca deixará de sonhar, porque é algo que ama fazer e que a põe num mundo que a faz feliz, nem que seja por breves momentos. Mas se esses sonhos depois acabam por morrer e a fazem dessesperar, ela queria matar a sua vontade insaciável de sonhar... Depois, agarrou-se à almofada que se encontrava naquele sofá e fechou-se por completo. A partir desse momento, não consegui decifrar o que lhe ia na alma e nem no pensamento. E ficou ali assim, deitada no sofá a chorar.

2/Mar/2008

" Quatro Horas "

O que se passa contigo.


Não é nada.


Como não é nada. Tens os olhos tristes.


Não. Eles sempre foram assim.


Se sempre foram assim, tu sempre foste triste.


Não. Eu estou bem. [Esboça um sorriso forçado]


Até o teu sorriso está infeliz.


Que horas são.


Ainda faltam 6horas para ires embora.


Podes-me arranjar uma garrafa de àgua enquanto espero.


Claro, está aqui.


Obrigado.


Mas diz-me la porquê. Porquê é que carregas em toda a tua expressão facial uma tristeza profunda.


Não carrego nada.


Carregas sim. Até as tuas palavras soam a tortura.


Tu é que não estás bem.


Eu estou. Tu não. e Por mais que digas que sim, toda a gente sabe que não.


Toda a gente, quem. [com um olhar desconfiado e vergonhoso]


Não te preocupes, que ele não sabe.


Ele quem. [disfarça colocando uma naturalidade rasca]


Tu sabes de quem falo.


Não não sei. E também não me interessa.


Não te interessa porquê.


Porque não posso interessar-me.


E porque não podes.


Porque ele também pouco se importa comigo.


Tens a certeza disso que dizes.


Tenho. Mas não quero falar mais sobre ele.


Porquê.


Porque lembrar-me dele, magoa-me profundamente.


E porque é que te magoa.


Porque, apesar de dizer que gosta de mim, eu sei que eu gosto mais dele.


Mas como sabes.


Simplesmente sei.


E estás a pensar fazer alguma coisa para mudar isto.


Não sei. Mais ou menos...


Conta-me.


Eu só sei que não quero me magoar.


Mas tu já estás magoada.


Não quero magoar-me mais.


Estás a dizer-me que vai tudo ficar como está.


Não.


Então.


Vou afastar-me. Tentar diminuir o que sinto por ele ao nível do que ele sente por mim.


E achas que consegues.


Não.


Então não é uma boa soluçáo.


Pois não. [Baixou o olhar de encontro ao chão]


Levanta os olhos do chão.


Não quero.


Porquê.


Porque assim penso que ninguem me está a ver.


Não fujas dos problemas.


Eu sei.


Então levanta os olhos do chão.


Não, deixa-me ficar um pedacinho assim.


[1 hora depois]


Melhor.


Nem por isso.


Eu disse.


Eu sei.


O que sentes neste momento.


Vontade de desistir de tudo.


Tudo.


Tudo.


Tudo o quê.


De continuar a gostar dele. Afastar-me mesmo, por completo.


E és capaz.


Não sei.


Já alguma vez tentaste.


Já.


E como correu.


Não correu.


Porquê.


Porque não consegui.


Senteste viciada nele.


Muito. mas este vicio esta a fazer-me mal.


Queres tentar outro afastamento.


Já tentei e não consegui.


Não sei o que te dizer.


Não digas nada, faz só com que eu acorde.


Queres acordar.


Quero.


Porquê.


Porque esta conversa faz me lembrar ainda mais dele.


E magoa-te.


Sim.


Muito.


Sim.


Então está bem.


Obrigada.



26/Fev/2008

A musica dos meus 19 anos...

I hate that i love you so!

(Rihanna:)
That's how much I love you
That's how much I need you
And I cant stand you
Must everything you do make me wanna smile
Can I not like you for awhile? (No....)

(Neyo:)
But you wont let me
You upset me girl
And then you kiss my lips
All of a sudden I forget (that I was upset)
I can't remember what you did
But I hate it

(Rihanna:)
You know exactly what to do
so that I cant stay mad at you for too long thats wrong

(Neyo:)
But I hate it
You know exactly how to touch
so that I dont want to fuss and fight no more
said that I despise that i adore you

(Rihanna:)
And i hate how much i love you boy (yeah...)
I cant stand how much I need you (I need you...)
and I hate how much I love you boy (oooh whoa..)
but I just cant let you go
and I hate that I love you so (oooh..)

(Neyo:)
And you completely know the power that you have the only one that makes me laugh

(Rihanna:)
Said its not fair
how you take advantage of the fact
that I love you beyond the reason why
and it just aint right

(Neyo:)
and I hate how much I love you girl
I cant stand how much I need you (yeah..)
and I hate how much I love you girl
but I just cant let you go
but I hate that I love you so

(Both:)
One of these days maybe your magic wont affect me
and your kiss wont make me weak
but no one in this world knows me the way you know me
so you'll probably always have a spell on me...

(Neyo:)
Yeaahhh... Oohh...

(Rihanna:)
That's how much i love you (how much I need you)
That's how much as I need you (oooh..)
That's how much I love you (oh..)
That's how much as I need you

(Rihanna:)
and I hate that i love you soooo
and I hate how much i love you boy
I cant stand how much I need ya (cant stand how much I need you)
and I hate how much I love you boy
but I just cant let you go (but I just cant let you go no..)
and I hate that I love you so
and I hate that I love you so.. soo.....

15/Dez/2007

"And This Is..."

Hoje, passei o dia todo a pensar em ti. Tentei arranjar razões para continuar nesta espera angustiante, nesta espera que só me tem feito mal à alma e ao pensamento, nesta espera que me corrói o sangue das veias e que põe fim aos meus sonhos...

Tentei arranjar desculpas para o facto de me pores insegura ou de me sentir uma parva estupidamente perdida pelos teus encantos que, nem mesmo eu sei quais são. Tentei procurar em mim uma luz ou algum sinal, alguma pista que me guiasse para as respostas às minhas múltiplas questões. Tentei perceber o porquê de eu acreditar em ti com todas as minhas forças, de eu querer estar ao teu lado mesmo quando tu não queres, ou de estar constantemente a dizer que gosto de ti e tu não dares importância...

Até ha bem pouco tempo, daria uns anos da minha vida só para estar um segundo contigo, daria todos os meus sorrisos se isso me desse a oportunidade de apenas te ver, ficaria muda se pudesse receber um simples sorriso teu, ficaria cega se me dessem a oportunidade de ficar a ouvir a tua voz toda a vida, venderia a minha alma ao diabo se isso me trouxesse um pouco da tua atenção, trocaria toda a minha felicidade por um beijo teu... Contudo, a insegurança destruiu tudo o que eu mais queria!

Nunca fui rapariga de desistir, mas também nunca fui rapariga de lutar por causas perdidas. Podes ter a certeza de que me estava a apaixonar verdadeiramente por ti, podes ter a certeza que o que mais queria era tornar todos os meus sonhos realidade, podes ter a certeza que queria muito, mas mesmo muito que isto desse certo...

Mas não deu, não dá e nem nunca vai dar.

É melhor ficarmos pela amizade, porque prefiro preserva-la que perde-la por algo sem nexo.

Enfim, é o melhor que fazemos.

26/Nov/2007

"ESTRANHO" - Palavra tão feia...

É estranha esta sensação de querer voltar atras.
É estranha esta nostalgia em redor dos meus pensamentos.
É estranha a forma como tudo começou.
E é ainda mais estranho como tudo acabou.

Foi estranho o dia de hoje.
Foi estranho, porque ainda ontem pensava uma coisa.
E hoje parece que tudo esmorreceu.
As ideias que eu detinha como ùnicas e imutáveis, simplesmente mudaram.
Foi estranho ter-te encontrado naquela estação.
Ainda mais estranho é eu agora ter medo de la estar.
É estranho eu sentir um receio tão grande!
Tenho medo de te voltar a ver ali, porque sei que vou fraquejar.
E eu não quero isso.

Os teus olhos tão vivos de encontro com os meus entristecidos e cansados.
Sinto uma mistificação estranhamente ardorosa dentro de mim.
Onde a junção de memórias repletas de maus preságios fazem o meu peito agoniar.
É tão estranho. Tudo em mim encontra-se estranho.
e tudo em ti é de uma estranheza gradiosamente paranormal.

Odeio a palavra estranho, por so me fazer lembrar de ti.

Eu gosto da outra criatura. Tenho a certeza ABSOLUTA disso, mas essa criatura torna as coisas tão frágeis, tão inseguramente credíveis...

O que me faz ficar debilitada de uma maneira tão fora do normal!
Se ao menos tivesse razões. Razões que me dessem confiança e segunrança nesta caminhada de encontro aquele que eu quero amar. Mas não tnho, não tnhu e nem pouco mais ou menos ele se esforça para que eu tenha.

É por isso que tenho tanto medo, mas tanto medo de ti. de ti que te vi na estação. Pela primeira vez fiquei tão calada na tua presença. Não sabia o que dizer, porque foi um momento tão inesperado...

Enfim, só quero esquecer este dia e principalmente aquele momento...

14/Nov/2007

Incertezas...

Odeio sentir isto que estou a sentir,

Odeio facto de nao teres certezas

E tentares de varias formas me iludir

Agindo com destreza e frieza.

Odeio a tua enorme indiferença

Principalmene quando
Ou quando com clareza

Apercebo-me de que isto

Não passa de um sonho so meu

E que nunca foi teu.




11/Nov/2007

Às vezes ainda dou por mim a pensar naquele ser que tanto tempo permaneceu em mim. Não tanto tempo como o primeiro, mas tempo suficiente para me aperceber do quão importante ele foi na minha vida.

À noite ao escutar o silencio que me ouve a passar, ponho-me a viajar na maquina do tempo que me faz reviver todos aqueles momentos. E por breves segundos, as emoções voltam a a fazer parte do meu mundo.

Eu não quero sentir isto, mas enfim... tambem qcom as inseguranças que o outro me dá não sei mesmo o que fazer...

Espero que isto passe depressa..

15/Set/2007

To: Nuno
From: Célia


"Ser" Incerto. . .

Não sei muito bem como principiar este texto, a minha cabeça encontra-se túrbida devido à turbulência causada pelo teu feitio admiravelmente fora do normal. Por várias vezes, estreitamente cheguei a pensar em abster-me de ti e dos teus actos vagamente irracionais e intolerantes, por várias vezes deixei-me levar pela minha escassa paciência e proferi coisas que não deveria ter proferido, por várias vezes feri a tua alma sem conter a intencionalidade disso. Mas tu também já magoaste o meu colossal afecto por ti, nomeadamente no que toca à tua diminuta capacidade de confiar em mim, ou na forma como indirectamente aparentas insinuações desagradáveis e repugnantes acerca da minha pessoa… Eu sei que te abespinho repetidamente com a minha personalidade, sei que não te apraz o facto de eu ser como sou com os meus amigos, de dizer que gosto deles… Mas que posso eu fazer? Sempre fui assim.
Eu também não gosto de saber que fumas, que andas na mesma escola que a tua ex. ou que sou o número 7… Contudo, respeito e não posso comutar as coisas, és como és e se gosto de ti, tenho que gostar de ti de todas as maneiras e em todos os momentos.
Categoricamente posso-te caucionar que és deveras importante e especial para mim, tornaste-te numa criatura imprescindível com todos os teus defeitos e com todas as tuas virtudes. Isto deve-se ao episódio de, assim tão de repente, teres aberto as portas do meu mundo de uma feição tão estritamente caracterizado por ti… Adoro cada traço do teu rosto, cada gesto peculiar, cada palavra pronunciada ou cada vocábulo escrito docilmente, cada sorriso bocejado, cada olhar inexplicavelmente incompreensível, cada ausência, cada saudade… Simplesmente adoro cada instante… Mas tudo em ti em um paradoxo porque, o que é hoje, amanhã deixa de ser…




ILUSÃO


Cada palavra e cada expressão
Em cada destino deste sentimento
Vivo em cada sensação:
A frieza do teu sereno olhar
A indiferença do teu tímido gesto
A dura essência da tua forma de manifesto
O teu mais íntimo modo de gostar…

Cada momento vivido
Cada lágrima caída
Não fazem parte de uma realidade
Por mim há muito desconhecida
Onde o misturar de imperfeições
Uno com a plenitude da razão
Cria em mim deplorações
De inigualável perfeição…

O tempo passa que nem o vento
O consegue ver passar
É exactamente nesse momento
Que eu sinto o tormento
De um dia acordar
Para a realidade e ter que ficticiar
A continuidade do teu olhar,
Do teu tocar, do teu exprimir
Da tua rara, talvez única
Forma, maneira, estilo de gostar…

Vivo assim indiscutivelmente perdida
Nos meus mais profundos desejos
Onde a realidade não faz parte da minha vida…

Mas para quê me importar
Com esta carência de verdade
Se assim posso de ti gostar
E por esporádicos milésimos de segundo
Alcançar um pouco de cada felicidade?



25/Ago/2007

when you sleep forever....

Lembro-me perfeitamente do dia em que adormeceste para sempre. Foi nesse dia que percebi qua nada seria igual daqui para a frente e tambem foi esse o dia que me transformou na pessoa que sou...

Não, não foi com tristeza que te vi partir, pois cada expressão do teu rosto jovem mas envelhecido, eram caracterizados por traços sobrios mas alegres, cada gesto ou cada mover do teu corpo transmitiam uma imensa vontade de sorrir ao mesmo tempo que os meus olhos cintilavam de entusiasms exageramente eufóricos e felizes.

Sinto a falta de te ver, tocr, cheirar ou ouvir que estás ao meu lado, ou talvez, apenas de saber que estarás, não hoje mas amanhã ou daqui a uma semana, um mês, um ano...

Queria tanto poder voltar a dizer-te o quanto te adoro e o quanto me fizeste feliz... ainda o fazes com as boas lembranças que deixaste, mas não é a mesma coisa, nada será a mesma coisa...

Às vezes, quando me encontro na casa de banho a escovar os meus dentes, o meu reflexo no espelho faz-me recordar a tua face tão similar à minha... E depois uma vaga de lembranças faz com que o meu rosto ainda sinta o picar da tua barba àspera e grossa quando em pequena me carregavas de beijos ternurentos e macios. Tambem ainda sinto o pesar da tua mão enrrugada mas afectuosa por cima da minha cabeça tonta e parva quando me portava mal. E a tua voz, aquela voz que se fazia passar tanto por uma voz paternal como maternal durante o tempo da minha puberdade...

Sinto falta de tudo isso, de tudo isso e de muito mais, sinto falta de te ver sentado no teu cadeirã, com um xaruto enfiado na boca e a ouvir FRANK SINATRA. Sinto falta de me deitar ao teu ladona cama e adormecer entre os teus braços quentes e portectores. Sinto falta de apenas te ver olhar para mim...

Nunca te esquecerei simplesmente porque não dá...

Queria tanto agarrar-te na mão, beijar-te a testa e abraçar-te, mas sei que não posso...

"-Porquê?" É a unica palavra que me vem à cabeça quando me encontro sozinha e perdida no mar de recordações que me sufocam a alma mas ao mesmo tempo me fazem sorrir... E única resposta que me vem à cabeça é: "-Não interess, só espero que me estejas a ouvir...Pela primeira vez foste para um sitio onde não te posso ir buscar, desculpa..."


[...] MISS YOU [...]

9/Ago/2007

Tu não gostas de mim!

Tu não gostas de mim, és frio e ages de uma forma tão indiferente para comigo que muitas vezes, mas mesmo muitas vezes acabas por me magoar sem intenção disso.
Pouco te interesso, pois não passo de mais uma que acabou por gostar de ti de uma forma verdadeiramente profunda.
Não te sirvo para nada, a não ser para ocupar as tuas horas vagas e te entreter enquando nada fazes...

[És mau sem saber que o és...]

Tu não gostas de mim, apesar de o dizeres, os teus actos não estão em conformidade com as tuas palavrasce muitas vezes até estão em grande paradoxo.
Pouco eu te interesso, disso tenho eu a certeza. Em 24 horas do dia, perdes em média 2 minutos comigo e sou eu quem te os pede.
Não te sirvo mesmo para nada, apenas para te encher o telemóvel com mensagens pseudo parvas ou para te fazer, de vez em quando, esboçar um sorriso meio forçado.

[Não consegues compreender nada... e nem eu a ti...]

Tu não gostas de mim, fazes de conta que gostas só para não me deixares ainda mais triste, isso porque tens um bom coração, eu sei que o tens... guarda-o...
Como já referi, pouco te interesso, pois apesar de ser morena não faço o teu género e sou uma pita mimada, setimentalista e muito burra por continuar a acreditar que o amor é algo extraordinárimente belo e causador de grandes momentos, caracterizados por uma felicidade infinitamente estranha mas de benigna impressão.
Mais uma vez afirmo que não te sirvo para nada, quer dizer, sirvo sim, sirvo para te apinhar de egocentricidade com palavras bonitas e para te dar o prazer de "gozares" comigo quando te apetece...

[Sinto-me usada... mesmo que não seja a tua intenção...]

Tu não gostas de mim, escusas de me continuar a dizer que sim e depois nem te lembrares que existo pois... eu sei que pouco ou mesmo nada te interesso, não te faças de desentendido e nem me continues a enganar dizendo que sim... sabes porquê, porque não te sirvo para nada a não ser para todos os dias te dizer que "gosto de ti" e tu me responderes " eu sei"...


[[[ ... Vou pedir, aos Céus, você aqui comigo, Vou jogar, no mar, Flores para te encontrar… ...]]]

"...You say Goodbye / And I say Hello / You say Goodbye / And I say Hello ..."

[... vivendo um sonho acordada...]

Lá estava ela outra vez debruçada, olhando para o portão do jardim, através da janelinha do seu quarto que se encontrava no 2º andar da moradia que, seus pais compraram em Agosto do verão passado. Mês e ano em que ela fizera 18 anos.

Desde aquele dia tão especial, que todas as noites ela entra no seu quarto às 22 horas, tranca a sua porta e pôe-se à janela à espera de ver o que lhe dá força para continuar a viver. Todas as noites, através da sua janela pequenina no cantinho do quarto, espera ver a verdadeira razão da sua existência e o principal móbil de ainda continuar a respirar aquele ar que tanto a sufoca sem ela perceber porquê...

No escuro do seu quarto, ao fechar os olhos lembra-se da primeira vez que viu aquele ser tão perfeito que a encheu de promessas à luz da lua e a fez acreditar numa felicidade longínqua mas autêntica.

Lembrava-se de vê-lo vaguear pelo jardim da grande moradia e depois de se ter sentado na enorme fonte velha cujo o líquen revestia, conferindo-lhe um ar de fonte natural e genuíno. Sim, lá estava ele sentado naquela bela noite de luar tentando contar as estrelas que se encontravam no céu, ao mesmo tempo que baixinho murmurava preclaros versos de amor... Através dos seus olhos castanhos, ela vira uma alma magoada mas esperançosa que sonhava com algo indiscrivisívelmente inexplicável. Depois, lembra-se da forma como ele a olhou e do seu sorriso espantosamente verdadeiro e transportador de uma alegria aliciante... Ao ouvir um ruído, abriu os olhos, mas ao olhar para baixo nada vê a não ser o misterioso jardim envolvido no breu daquela quente noite de verão.

Volta a fechar os olhos, mas desta vez pôe-se a recordar a sua primeira escapadela nocturna na primeira noite de Setembro do ano passado. Fora nessa noite que pela primeira vez os seus lábios conheceram o sabor do primeiro beijo de todos aqueles que partilhou com aquele ser perfeito que a conquistara desde aquela bela noite de luar. Foi um beijo estrondosamente mélico, carinhoso, verdadeiro e sentido. Foi um beijo dado com amor que fez com que dentro de si, uma explosão de desejos e sonhos se desenvolvessem, dando-lhe a sensação de querer aquilo para sempre, e assim o fez...

Completamente perdida nos seus pensamentos, divagando no tempo... assustasse com o bater da porta. Era a sua mãe querendo desejar-lhe uma boa noite. A mãe sai, ela volta a trancar a porta e a dirigir-se à janela. Olha para a lua e de mansinho murmúra: "- Òh lua, tu minha adorada lua, a única testemunha deste enorme amor que tenho vivido desde que vim para cá morar, dá-me o prazer de o voltar a ver e de o sentir novamente..."

Volta a fechar os olhos e num breve segundo a sua alma empalidece... Desta vez as suas memórias levaram-na para o dia 30 de Dezembro do ano passado, o dia do seu maior e pior pesadelo... Abriu os olhos, com a face já coberta de lágrimas, corre para a sua cama... e suavemente diz baixinho: "- Porquê te arrancaram assim de mim?..." Só uma frase pairava na sua cabeça confusamente perdida: "- Como é possível eu ainda existir sem te poder abraçar?..."

Aos poucos foi fechando os olhos e caiu num sono profundo pensando que este pensamento, a da morte do seu eterno amado, não passava de um pesadelo... e que a sua ausência nesta noite deveria de ter uma boa razão...

No dia seguinte acorda, novamente com aquela ânsia de que a noite chegue depressa, para que caia outra vez na espectativa de voltar a vê-lo...

São assim os dias daquelas meninas, mulheres e senhoras que perdem a sua razão de viver mas que continuam na esperança de voltar a ver aquele olhar, aquele sorriso... de voltar a sentir aquele toque, aquele abraço profundo... ou de voltar a ouvir a voz... vivem assim de um sonho acordadas...

25/Jul/2007

Nunca...

Nunca me deste tanta importância enquanto estive aqui, ao pé de ti...

Sempre achaste que me ias ter para todo o sempre.

Sempre pensaste que por mais que nos zangássemos, ou por mais que nos magoássemos ficariamos juntos após uma breve reflexão acerca dos nossos actos.

Esperavas passar o resto da tua vida ao meu lado. E até sonhavas com isso, com a vida a dois que poderiamos ter num futuro próximo.

Sonhavas com tardes passadas na casa perto da praia que compraríamos. Sonhavas com passeios a beira mar e com belas noites, carregadas de amor e sentimentalismos exageradamente fortes e obcessivos.

Sonhavas com o partilhar de uma cama a dois, e com a criação de uma nova geração.

Tu tinhas a certeza de que erámos almas gémeas. Tinhamos tudo para dar certo, até partilhávamos dos mesmos sonhos, dos mesmos ideais, das mesmas realidades...

Consideráste-me como algo adquirido. Algo que te pertencia por direito e natureza.

E por isso, não me dava muita atenção nem muito do teu tempo. Pensavas que eu estaria sempre aqui acontecesse o que acontecesse...

Não me dizias palavras bonitas, não me fazias sentir única...



Mas estavas errado...



Sim, eu também pensava como tu. Mas ao contrário de ti, dedicava-me por completo à tua pessoa.

Não te tomava como "MEU" para sempre.

Fazia de tudo para passar mais tempos contigo. Fazia de tudo para tornar um pequeno instante, num grande momento.

Lutava não só pela tua felicidade, mas também pela minha.

Lutava pelos dois sabes.

Mas cansei-me... Cansei-me e fui embora...

Apesar de saber que pedaços do meu coração sentem a falta do teu cheiro, do teu toque, do teu olhar, das tuas escassas palavras, não me arrependo.

E agora muito menos. A tua face deixou de ter significado...

As palavras que me dizias, perderam-se no mais profundo esquecimento...

Nunca pensei sentir isto, mas tudo o que de ti restou foi a indiferença...

Já não preciso de ti. Já precisei um dia para viver. Mas agora não.

Nem agora e nem nunca mais...

22/Jul/2007

És simplesmente estranho...

És a pessoa mais estranha que conheço.
És algo impossível de alcançar.
Hoje estás bem. Amanhã já te encontras de rastos.
Tudo por causa daquela menina de quem tanto gostas.
Tudo por causa da rapariga que preenche os teus sonhos à noite e o teu pensamento durante o dia.
Perdes-te na imensidão daquele sorriso, sim daquele sorriso que te faz voar por breves momentos.
Quando a vês passar ao teu lado, a tua alma fica pálida e o teu coração tão timido.


És a pessoa mais estranha que conheço.
Que não compreende a verdadeira razão de eu estar sempre aqui a ouvir-te.
Quando estás feliz, ou quando te encontras de rastos.
Que não compreende o porquê da minha inteira dedicação à tua pessoa.
Que não consegue ver a realidade das coisas.
Que Por mais que me esforçe, serei sempre o ombro amigo e não mais do que isso.


És a pessoa mais estranha que conheço.
Pois quando te digo: "-Ela não te merece."
Tu respondes: "-Mas ela não tem que me merecer apenas amo-a."
Pois de cada vez que ela te faz chorar, limpas as lágrimas e repetes para ti mesmo que ela não o fez por mal.
Pois de cada vez que te deixa pendurado, tu próprio inventas a desculpa da sua ausência...


És a pessoa mais estranha que conheço.
Porque não percebes o quanto me magoas.
Porque não reparas na dor expressa nos meus olhos.
Não reparas na tristeza dos meus sorrisos.
Não consegues vêr o sentimento que te dou.


És a pessoa mais estranha que conheço, pelo simples facto de te amar e tu nem sequer perceberes atráves dos meus actos mais explícitos.
Porque eu também, de um momento para o outro mudo de humor.
Tudo por causa de ti que tanto gosto.
Tu que invades os meu sonhos à noite e o meu pensamento durante o dia.
Perco me na imensidão do teu sorriso, sim daquele sorriso que me faz voar por breves momentos.
Quanto te vejo a passar a minha alma fica pálida e o meu coração tímido.
Pois quando me dizes: "-Eu amo-a."
Eu tenho a necessidade de responder: "-E eu a ti."
Pois de cada vez que tu me fazes chorar, limpo as lágrimas e repito para mim mesma que tu não o fizeste por mal.
Pois de cada vez que me deixas pendurada, Eu própria invento a desculpa da tua ausência...
E quando todos os dias te oiço, só me apetece dizer: "-Pará, não me massacres mais."
Mas calo-me no mais profundo silêncio e murmúro para mim mesma: "- Não passas de um sonho para mim, tal como ela não passa de um sonho para ti..."

3/Jul/2007

O Segredo...

De manhã, ela acorda com o tocar do relógio que marcavam 9 horas. Olha para a sua janelinha pequena de dois vidros ainda por lavar e, vê o céu azul, através do store entreaberto que deixa todas as noites para sentir o luar perto dos seus olhos entristecidos. Faz a sua oração matinal, e ao levantar-se da cama calça os seu chinelinhos pretos. Espreguiçasse e, pé ante pé dirige-se para a porta do seu quarto, porta essa, testemunha de todos os dissabores da vida desta pequena anfitriã...

Ao abrir a porta, ela sente um cheirinho a torradas e a café acabadinhos de fazer. Com um sorriso meio forçado, lentamente aproxima-se da cozinha onde o pai, a mãe e o irmão de apenas 3 anos tomam o pequeno almoço. Balbucia devagarinho um "Bom dia", senta-se e serve-se com muita calma.

Já passavam das 12 horas quando decide por o seu novo CD e senta-se na cama a escutar a música "Big Girls don´t cry" da FERGIE. Passa horas e horas a ouvir essa música, enquanto que os seus olhos castanhos entrestecidos perdiam-se no mar de lembranças infinitamente dolorosos que invadiam os seus pensamentos todos os dias... Pensamentos esses, que não consigo decifrar...

O irmão de apenas 3 anos aparece à sua porta, ela com um certo brilho nos olhos e com um mélico e gentil sorriso chama-o para junto dela e deitam-se os dois na cama.
O irmão entertido a mexer nos seus longos cabelos escuros e a fazer aquelas perguntas que só as crianças as sabem fazer, não reparara que nos olhos entrestecidos dela, pequenas lágrimas se formavam e estavam prestes a cair pelo seu rosto amargo e ressentido, não sei bem com o que... Sim, ela chorou naquele preciso momento, agarrada ao seu irmão de apenas 3 anos. Mas muito rápidamente as lágrimas secaram, e os seus lábios seguiram em direção à testa do seu irmão de apenas 3 anos, e docemente lhe deu um beijo terno e longo... e adormeceram...

Acordara com um barulho ensurdecedor, como o de uma porta a bater raivosamente. Pelo Enorme estrondo que fez soar pela casa, de certeza que fora feito por uma mão masculina. Ela olhou para o relógio e os ponteiros marcavam 20 horas e 13 minutos, os pais tinham chegado... lentamente levantou-se, sem querem acordar o irmão de apenas 3 anos e baixou o som da música com o objectivo de escutar os pais... mas logo que baixou, só ouviu a mãe a chorar desalmadamente, e o som nítido de pancadaria mesmo ao lado do seu quarto. Abriu a porta em surdina, deu uns passos tumultosos de encontro à entrada do quarto dos pais e voltou a assistir o triste cenário familiar que existia em sua casa.

Revoltada corre contra o pai e tenta empurrá-lo para longe da mãe. O pai com um sentimento de culpa a apoderar-se do seu íntimo, chora, pede desculpa à filha e quando se vira para ir embora, vê o pequenino parado e assustado a assistir tudo pela primeira vez... Desesperado, sai porta fora...
A filha corre para o irmão agarra-o, trá-lo para perto da mãe e aí ficam os três sentados no chão com a mãe a fazer promessas que sabe que jamais as cumprirá...

1/Jul/2007

Estou Chatiada!!!!!!!!!!

26/Fev/2007

"... just a dream..."

Hoje sinto-me esquisita, nem sei bem o que escrever. O tempo la fora, é ameno, não chove, mas o céu acinzentado traz-me agonia para a alma que está consumida pela dor. Neste preciso momento senti um vazio inesplicável a percorrer o meu espírito e em cada pedacinho de espírito, deixou uma marca, a marca do desespero. Perdi tudo o que amo, so me resta a miserável vida que tenho e a vontade de vencer.
Os meus olhos tristes, choram por um mundo perdido, um mundo desigual e sem esperança, um mundo injusto e vacuo, sem qualquer desejo de amor ou gratidão, solidariedade e amizade. Olho para um lado vejo dor, para o outro e vejo morte... Ligo a televisão e oiço a história de que um pai viola a filha ou que dois rapazolas de 17 anos tiveram a ideia de matar e invadiram uma casa e matam quem la está. O desabafo das violas, a lamentações dos oceanos e as lágrimas do céu mostram a tristeza que se prepétuo neste pedaço de tempo irreconhecível. Até o canto do piriquito da vizinha do 2º andar a contar de cima se tornou pouco aprazível.
Mentiras e enganos, preenchem cada instante vivido, e a cada segundo que passa o número dessas maldosas acções aumenta. Ao olhar o horizonte, imaginei estar num paraíso, onde mil e um sorrisos de esboçam entre tantas telas belas e caracteristicas de um mundo ideal.
Sim, não passa de um sonho, este meu desejo de viver num mundo melhor, mas vou continuar a sonhar, porque a vida é feita de sonhos!